Pesquisadores descobriram que o derretimento de gelo nos polos está liberando quantidades significativamente maiores de ferro do que os modelos climáticos atuais conseguem prever. Essa descoberta altera radicalmente como os cientistas compreendem os ciclos biogeoquímicos do nosso planeta.
O ferro liberado pelo derretimento de geleiras e calotas polares viaja pelos oceanos e se torna biodisponível para o fitoplâncton, organismos microscópicos na base das cadeias alimentares marinhas. Um detalhe que surpreende os climatologistas: essa quantidade extra de ferro pode estimular o crescimento do fitoplâncton de forma muito mais intensa do que calculado anteriormente.
Ferro no gelo: Impacto nos oceanos vai além do que se pensava
Os oceanos polares contêm reservas imensuráveis de ferro particulado e dissolvido, aprisionadas há milhares de anos dentro de glaciares e lençóis de gelo. Conforme o aquecimento global acelera o derretimento, esse ferro é liberado em uma escala que surpreende até especialistas que dedicam suas carreiras ao estudo de sistemas climáticos.
O fitoplâncton, alimentado por esse ferro extra, cresce mais abundantemente e captura mais dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Esse processo, conhecido como bomba biológica de carbono, transfere carbono para as profundezas oceânicas quando os organismos morrem e afundam. A consequência? Uma potencial retroalimentação climática que ninguém havia quantificado adequadamente.
