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Sacolas de algas marinhas surgem como alternativa ao plástico

Sacolas de algas marinhas surgem como alternativa ao plástico
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Embalagens da Sway feitas com algas marinhas se decompõem no solo e reduzem impactos ambientais do plástico tradicional

Em meio à busca por soluções para reduzir o impacto ambiental das embalagens, a Sway vem desenvolvendo sacolas plásticas compostáveis produzidas a partir de algas marinhas. Diferentemente do plástico tradicional, esses materiais foram pensados para se decompor naturalmente no solo após o uso, evitando a permanência prolongada em aterros sanitários ou no ambiente marinho. De acordo com a equipe da empresa, o uso das algas como base do material traz vantagens importantes: as sacolas são mais resistentes, mais simples de fabricar, têm custo mais acessível e causam menos danos ao meio ambiente. Em vez de se acumularem como resíduos persistentes, elas retornam ao solo ao final do seu ciclo de vida.

A linha criada pela Sway inclui sacolas plásticas, modelos com alça recortada e embalagens em formato de filme plástico, todas feitas com algas marinhas. O acabamento é liso, com aspecto semelhante ao de tecido e textura fosca, enquanto a aparência externa translúcida permite visualizar o conteúdo. As versões com alça são voltadas para o varejo e o uso diário, enquanto as sacolas plásticas atendem especialmente quem precisa transportar mercadorias com segurança. Na composição, além das algas marinhas, entram materiais de origem vegetal e polímeros compostáveis. A empresa reforça que esses produtos foram desenvolvidos para compostagem, não para reciclagem.

Imagem: Divulgação | Sway

Avanços no material e foco em compostagem

Em janeiro de 2026, a Sway anunciou, por meio de uma publicação no Instagram, melhorias no desempenho das sacolas compostáveis de algas marinhas. Segundo a equipe, “por meio de mudanças inteligentes no processamento, este material agora é mais resistente, mais bonito e disponível em maiores volumes a um preço mais baixo”. O visual permanece o mesmo, com acabamento fosco, mas as novas versões passaram a suportar melhor o peso, mantendo a durabilidade necessária para o uso prático.

Após o descarte, as sacolas podem ser destinadas tanto a composteiras domésticas quanto industriais, onde se transformam em solo fértil. A empresa afirma que o material não libera microplásticos nem resíduos tóxicos durante esse processo. Nos casos em que a compostagem não esteja disponível, a orientação é que o descarte seja feito no lixo comum. Embora o fato de não serem recicláveis não represente o cenário ideal, a Sway destaca que o material ainda evita os impactos ambientais de longo prazo associados ao plástico convencional. Para ampliar o alcance da solução, a marca atua em parceria com empresas como a EcoEnclose, fornecendo as sacolas para negócios, pequenos mercados e operações logísticas.

Paralelamente, a empresa segue aprimorando o TPSea Flex, material próprio desenvolvido a partir da combinação de algas marinhas, materiais de origem vegetal e polímeros compostáveis, utilizado na fabricação das sacolas. Atualmente, a certificação para compostagem doméstica das versões mais recentes ainda está em processo, enquanto outros modelos já receberam certificação para compostagem industrial concedida pela TÜV Áustria, organismo de certificação reconhecido internacionalmente.

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Trajano Xavier

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