Rara baleia albina é vista em viagem incomum na Austrália
Recentemente, um avistamento extraordinário chamou a atenção de amantes da natureza e pesquisadores marinhos na Austrália: uma baleia-jubarte albina muito rara foi vista durante uma expedição no litoral do país. O flagrante aconteceu quando a fotógrafa Isabella Dobozy estava registrando a paisagem marinha com um drone, e acabou capturando imagens impressionantes desse mamífero marinho de coloração totalmente branca — algo que ocorre em uma proporção extremamente baixa entre as baleias jubarte, estimada em cerca de 1 caso a cada 40 000 nascimentos dessa espécie.
A baleia, chamada de Siale, chama atenção não apenas por sua cor incomum, mas também por sua presença no mar durante um período em que muitas jubartes já deveriam estar migrando para outras regiões. Enquanto a maioria desses animais se desloca em direção às áreas de alimentação no sul do Oceano Antártico, Siale estava se movendo no sentido norte ao longo da costa da Nova Gales do Sul, o que surpreendeu os especialistas que monitoram as rotas migratórias.
O que torna essa baleia ainda mais especial é a confirmação de que sua cor branca se deve ao albinismo verdadeiro, um fenômeno genético em que há completa ausência de pigmentação na pele e olhos geralmente claros — neste caso, olhos de tonalidade avermelhada, um sinal clássico dessa condição rara. Isso é diferente de leucismo, condição na qual o animal tem redução de pigmento, mas não ausência total.
O registro feito por drone mostra Siale nadando e realizando movimentos típicos das jubartes, como bater as nadadeiras e saltar levemente na água, comportamento que encantou quem acompanhou a cena. Dobozy descreveu a experiência como “encontrar uma agulha em um palheiro”, tamanha a raridade do momento.
Para os cientistas, esse tipo de avistamento é valioso não só por sua beleza, mas também pelo que pode revelar sobre a biologia e os padrões migratórios desses gigantes marinhos. A presença de um indivíduo com albinismo, especialmente tão jovem, oferece uma oportunidade única de estudo e reforça a importância de iniciativas de conservação e de observação responsável — sem interferência direta com o animal — para proteger essas criaturas tão incomuns e frágeis.