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De volta do abismo, os castores eurasiáticos voltam a ser parte integrante do ecossistema fluvial no Vale do Loire, na França.

De volta do abismo, os castores eurasiáticos voltam a ser parte integrante do ecossistema fluvial no Vale do Loire, na França.
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Valorizados tanto por sua pelagem quanto por seu castoreum — uma secreção de glândulas de cheiro que antes se acreditava curar desde dores de cabeça até histeria —, os castores eurasiáticos quase foram caçados até a extinção em meados do século XIX. Na França, a espécie  foi quase completamente exterminada, com exceção de uma pequena população de cerca de 100 indivíduos no baixo vale do Ródano.

Mas uma combinação de proibições locais de caça e programas de reintrodução trouxe esses animais de volta do abismo, e agora há mais de 14.000 castores no país. O fotógrafo Louis-Marie Preau observa castores na região do Loire, no oeste da França, há mais de 15 anos. Ele nunca esqueceu a primeira vez que viu um adulto entregando um galho saboroso à família debaixo d’água — mas levou quatro anos para capturar com sucesso essa cena íntima.

Todas as noites, usando equipamentos de snorkel e pesos, ele ficava imóvel no leito do rio por duas a três horas. Finalmente, numa noite, sua paciência valeu a pena. Preau havia acabado de mergulhar na água e se posicionar quando esse adulto voltou com um galho de choupo recém-colhido para alimentar seus três filhotes. Ele ficou impressionado com a força e determinação do castor, enquanto arrastava aquela refeição de folhas pela água.

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Trajano Xavier

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